IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


QUEM GANHOU NA MADEIRA? (uma “análise”)

Os minhocas ganharam um deputadinho cada um. O Ventura também, quatro deputadecos. “Analisando”, perderam todos. Parece que há um que terá dois, mas não me lembro qual.

O que ganhou, perdeu, garantem os minhocas em afinado coro.

Perder, perder, só o PS perdeu, e não foi por pouco. Reconheceu, vá lá. Sem culpas próprias, como de costume: desta vez atirou-as para as costas do candidato, coitado do candidato. O capitão parece que esperava por isto e fez como de costume, assobiou para o ar e foi o primeiro a abandonar o barco. Ou por outra, nem sequer foi a bordo, podia molhar-se.  

A chusma de minhocas, mais o Chega (menos minhoca que os outros), garante as maiores dificuldades para o futuro, seja ele qual for.

O ganhador (que perdeu!) vai ver-se com um ou dois minhocas nos braços. Diz-se que faltou à palavra, que teve mais olhos que barriga, que deu o dito por não dito. Como deu com os pés ao Chega, safou-se de lhe chamarem fascista, nazi, homofóbico, extremista e outros suaves adjectivos da nova moral. O chefe dele aproveitou para meter o Chega nos varais, o que talvez dê certo no futuro, ainda que não cale a berraria dos minhocas cá no rectângulo. Tenha cão ou não tenha.

Entretanto, o PS continuará a dar, ou prometer umas esmolas. Chegou ao ponto (a “bem” dos dinheiros públicos) de se deixar ultrapassar pelos patrões em matéria de salários! Console-se o povo ignaro, para o ano há eleições, mais umas esmolas virão entreter o pagode (os patrões não vão a votos). As contas vão ser uma maravilha, devidamente medinadas. A malta, contente com as esmolinhas, não faltará à chamada.

No fim da história, tudo ficará pior, and counting.

Nota: este post é um chorrilho de disparates, dirão os comentadores, se os houver. O que nos safa de chorar é rir, mesmo que o riso seja amarelo.

 

25.9.23



7 respostas a “QUEM GANHOU NA MADEIRA? (uma “análise”)”

  1. Uff, ainda bem que sou o primeiro a comentar o chorrilho de disparates, não vá haver falta de espaço no comentar por parte de muitos comentadores.Aquilo é que foi, ou foram eleições: ganha sempre o mesmo. E depois aquela gente vota em minhocas, que por ignora bem podia ter votado no espada preto. O Irritado está convencido que é o RAP para se auto convencer ter muita piada com minhoquices. Mas o homem() disse ‘se não tiver maioria’ ou ‘maioria absoluta’ ?() o ganhador, vem lhe podia chamar outro nome.

  2. Concordo em absoluto com o referido na “Nota” …

  3. Pois é, Irritado, prossegue o declínio da laranjada na Mamadeira. Que saudades do cerdo Jardim… Quem ganhou? Essa é fácil: o vencedor do costume. 46,65% de abstenção + 2,71% de brancos e nulos. Total: 49,36%. Antes das bocas do costume – só importa quem ganha, etc. – pense só um bocadinho nisto: metade da população mandou passear laranjas, sucateiros, comunas, liberocas, cheganos matarruanos, todos os partidos, todos os pulhíticos. Metade. Todos. Só metade da carneirada ainda vai na cantiga desta partidocracia. E boa parte dela apenas porque tem um emprego, tacho ou outro interesse num dos partidos – geralmente, claro, o PSD. Em centralismo e mama estatal este PSD mete inveja à URSS. O mais deprimente: após tantos anos, tantos calotes, tanta corrupção e chulice e trafulhice, ainda passamos os dias a discutir as tricas destas vitórias pírricas, quem tem mais botinhos, quem elege mais um chuleco, quem faz arranjinhos com quem – sem nada perguntar aos eleitores que neles votaram – enquanto ignoramos o elefante, a baleia, o dragão dos 49,36%. E isto não é por distracção ou estupidez; é deliberado. O saque deve continuar, custe o que custar.

    1. Pois é. Isto de eleições é uma chatice. Qual é a sua escolha?

      1. Para começar, responsabilização efectiva dos eleitos. E vigilância constante do que fazem, do que têm, com quem falam. Tudo, tudo bem explicadinho. Só isto, sem mudar mais nada, já melhorava imensamente o regime e o país. Está a ver, Irritado, esta ‘democracia’ assenta na absurda premissa de que os eleitos são pessoas respeitáveis, falíveis mas geralmente sérias e bem-intencionadas, que nos fazem a todos um grande favor sob duros sacríficios pessoais, a quem por isso devemos privilégios, mordomias, subserviência e absoluto respeitinho à sua honradez e ao seu ‘bom nome’. Enterram incontáveis milhões em calotes (e juros) ruinosos? Privatizam serviços rentáveis e essenciais? Decidem, adjudicam, nomeiam, pintam a manta com o nosso dinheiro sem nada nos perguntar? Saem frescos e giros para mega-tachos privados? Enriquecem e vivem à grande sem aparente explicação? Pois é a vida; cabe-nos comer, pagar e calar. V. acha isto normal. V. defende isto. V. quer manter esta aristocracia 2.0, esta orgia de pulhas. E eles sabem que é assim. Eles sabem-se impunes. O resultado está à vista.

        1. Tem alguma razão, mas não faltam queixas contra políticos, uma resultam, outras não. A justiça é o que é. Como dizia o camarada Lenine, que fazer?

          1. Sim, não faltam (ou não falta?) queixas contra políticos: a maior e mais clara delas ocorre em todas as eleições, mas v. e o regime continuam a ignorá-la. Se apenas 40% da população votar ainda são eleições? E 30%? E 20%? Em que ponto irão os apologistas da partidocracia reconhecer que isto não pode continuar? Quando só os políticos, os boys e as suas famelgas forem votar? Quando o país estiver definitivamente falido e saqueado, o último activo já vendido a mamões? Ou quando isto cair à força como o regime anterior, que também fazia de conta que tudo estava bem? O Estado, da presidência ao governo, do pomposo ‘Conselho de Estado’ às corruptas autarquias, é gerido por uma classe de tachistas, lobbistas e carreiristas inimputáveis, muitos deles trafulhas, coadjuvada por uma classe de funcionários públicos, a começar pelos juízes, que legitimam a palhaçada e o saque para manter os seus próprios tachos. Não há sistemas perfeitos, e não há ainda países com verdadeiras democracias: as tentativas foram sabotadas ou abusadas. E não será Portugal, um vassalo da neoliberal UE, com um povo tão apático e acarneirado, a consegui-lo. Mas podemos ser dos primeiros, como a Islândia, a dar pelo menos esse 1º passo: a vigiar e responsabilizar efectivamente a classe política. A malhar e a apertar os calos a esta canalha. Só isso, Irritado, fará um mundo de diferença.

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