1 – Tirei este título de um artigo de Henrique Monteiro, e aplico-o ao mesmo propósito: as trapalhices de dona Constança, a somar às de dona Graça, sobre o “roubo” do computador propagandeado pelo inacreditável Costa. Não foi roubo nenhum, dizem elas.
Por um lado, é giro ver duas ferozes socialistas contradizer o chefe quando vêem a casa a arder, ou seja, na base do salve-se quem puder. Dá, mais uma vez, para ver o estado a que esta gente levou o Estado. Atrapalhadas com a peregrina história, resolveram dizer que, não havendo roubo, o SIS tinha título para ir a casa dum cidadão “solicitar” a entrega do aparelho. O cidadão entregou-o, e pronto, não se trata de diligência policial. Genial, não é? Ou seja, o SIS pode vir à minha porta buscar o aspirador, no caso de haver suspeitas de que o dito teria chupado informação classificada.
A estúpida desculpa das senhoras para salvar a pele, julga-se que a propósito da tal informação classificada, com óbvio alto risco para a segurança do Estado, leva a pensar que um tipo das estradas, dos combóios e da TAP está de posse de coisas, não se sabe quais, importantíssimas, tipo terrorismo, guerra, atentados ou, sabe-se lá, o Chega. A hipótese do IRRITADO é que as matérias classificadas eram as manigâncias do Galamba coisa que, em vez da segurança do Estado, poderiam pôr em causa a espinha de tal e tão desagradável trauliteiro.
Os camelos somos nós, que andamos a perder tempo com trapalhadas e aldrabices às catadupas.
2 – Ficámos anteontem a saber que temos uma secretária de Estado a fazer promoções. Não, não de trata de febras de porco ou de detergentes para a loiça. É coisa mais fina. A tal secretária dedica-se a promover a nossa saúde, a livrarnos do mal, amen. Já temos um ministro da saúde, um CEO da saúde, variadíssimos directores gerais e outros que tais da saúde, todos patrioticamente ocupados em salvar o que resta das ruínas da saúde pública. Faltava uma promotora. A senhora, muito bem arranjadinha, com um sorriso maternal (onde chega o cinismo!), veio dizer que vai decretar doenças fatais para os cidadãos que estejam na mesa do lado da esplanada onde um inconsciente qualquer dê largas ao vício do tabaco. Ninguém , por cá, se tinha lembrado de tal palermice. A senhora, muito conhecida lá em casa, acrescenta a poluição tabagista nas praias (por este andar lá chegaremos – a senhora, no caso, remete para os concessionários!!!|) e noutro locais pouco arejados de que as praias são exemplo. E mais, a sorridente criatua também proíbe fumar à porta dos restaurantes, e mais não sei quê.
Mais conversa para camelos.
Desta feita, o IRRITADO dá consigo a concordar com o Pacheco Pereira. Espantoso. Um artigo deste não fumador põe os pontos nos is, coisa que a promovida promotora não deve saber fazer, sobre direitos, liberdades e matérias do estilo, tão especiosas que não estão ao alcance dela, pelo contrário.
O mais engraçado é que a ultra-hiper-super esquerdoida da nossa imprensa, dona Carmo, também protesta, ó espanto, com carradas de razão, contra a secretária. É claro que acrescenta que atentados deste género aos direitos das pessoas se devem ao capitalismo, mas isso não passa de estribilho obrigatório. Coitada.
Mais conversa, mais camelos.
14.5.23

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