Às vezes, escapam aos informadores coisas que nos aproximam da realidade. Por exemplo, ontem, com ar grave, anunciaram-nos que, não sei onde, se tinha descoberto 40 infectados com o célebre covid19, e morrido dois. Destes, um tinha 93 anos. Do segundo não foi declarada a idade, mas disse-se que estava sujeito a “cuidados geriátricos”. Os outros 38 eram “assintomáticos”. Assintomáticos quer dizer cheios de saúde. Todos alojamos de vírus de várias tamanhos e feitios, covid19 incluído, mas tal não quer dizer que estejamos todos doentes ou às portas da morte. Como está provado, mas não declarado. A informação acima deve ter escapado à censura. Os 38 foram devidamente “confinados”, ça va sans dire. Pagam a falta de informação com a liberdade.
Uma recomendação às senhoras e cavalheiros que se dedicam, todos os dias, todas as noites, horas a fio, a aterrorizar as gentes sobre o covid19, de tal maneira que a esmagadora maioria de tais gentes acredita na monumental catástrofe que (quer quem “informa”) atingiu a humanidade.
Uma recomendação simples, sem grandes pretenções. Trata-se de informar um pouco mais, ou um pouco melhor. Tem a ver com estatísticas, que não existem ou, se existem, não fazem parte da informação disponibilizada.
Toda a gente sabe que, quanto mais testes mais portadores de covid, quanto menos testes menos “doentes”.
As fontes das estatísticas devem ter certos números. Mas não têm, ou omitem-nos. Há, até, um chamado Instituto Nacional de estatística, que custa uma fortuna e se poderia dedicar ao assunto. Assim, já que querem entreter o pagode com números, deveriam dizer: dos descobertos com a infecção, quantos estão doentes, quantos estão em casa a tomar umas aspirinas, quantos não sentem nada, quantos estão confinados sem jamais terem tido sintomas ou tendo-os ligeiros, quantos dos “recuperados” estavam doentes ou deixaram de ter o vírus sem ter dado por ele, quantos dos mortos com covid morreram disso, da idade, ou de falta de serviços médicos para outras patologias, ou ainda de medo de ir aos hospitais. E por aí fora, muitos dados podiam ser publicados, mas não são.
Há também estatísticas de mortalidade e da sua evolução que são esclarecedoras mas omitidas se contiverem algum optimismo.
Porquê? Porque o que está a dar é o terror, é o que vende jornais, o que justifica a quebra de direitos, o que incensa as “autoridades”, o que, “profilaticamente”, arruína o mundo.
O IRRITADO sabe que, por dizer estas coisas, vai ser acusado de algum “crime contra a humanidade” ou coisa parecida.. Que se lixe.
28.8.20

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