O chamado governo tem vindo a declarar que vai despejar inúmeros milhões para “salvar a economia”. São declarações sonoras que, segundo muita gente, não passam disso mesmo. Só para apresentar a candidatura a umas massas, os arruinados precisam de apresentar dezanove papéis, qual deles mais complicado. Diz o careca da economia que tais papéis já devem estar na posse dos pedintes, se forem, é claro, honestos contribuintes. Os pedintes negam. Mas isso é pormenor: não interessa, o que interessa é o que diz o careca.
Depois de organizado o dossier, o pedinte vai apresentá-lo ao banco. O banco começa por verificar se ainda há milhões garantidos pelo Estado à disposição. Se sim, escolhe os pedintes que têm mais hipóteses de vir a pagar o empréstimo e, destes, os que são clientes fiéis, o que muito revela sobre a confiança dos bancos nas garantias do Estado. Escolhidos os felizes beneficiários dos estatais favores, o assunto é apresentado a quem de direito. Quem de direito aprecia o assunto e propõe a não sei quem a sua aprovação. Entretanto, passaram uns bons dois ou três meses, o pedinte já teve que despedir os empregados e, daí, perdeu o direito aos dinheiros. Assunto encerrado.
O IRRITADO, atento aos problemas da economia, e confiante, como sempre, na honestidade estatal, atreve-se a fazer uma sugestão que, não resolvendo o problema, será uma boa ajuda: se o Estado utilizasse os milhões de que fala para pagar o que deve, nem muita gente teria que se endividar ainda mais, nem o Estado se sujeitaria a continuar a ser acusado (injustamente!) de ser um relapso e contumaz caloteiro.
O careca já disse que, nas altas instâncias do poder, há quem ande a pensar nisso. Mas, enquanto os nossos bem amados condutores dos destinos da Nação pensam nisso, talvez fosse útil seguir a sugestão do IRRITADO.
1.5.20

Deixe um comentário