IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O GOVERNO ESTÁ A PENSAR

 

Temos um governo pensador. Começou por pensar que isto do Covid não tinha importância nenhuma, uma gripezinha de somenos. Depois, lá disse que sim, havia contágio, mas era pouco. E, aos poucos, começou a dizer que afinal, talvez não fosse bem assim, mas havia que evitar o pânico, nada de exageros. Aos poucos, lá percebeu que isto não é para brincadeiras, mas fechar escolas nem pensar. Dias depois, mandou fechar as escolas, mas só dali a três dias, o vírus só vinha para a semana. Pensou, pensou e, aos poucos, mandou fechar quase tudo. Descobriu até que, afinal, era preciso ficar em casa. Anunciou que ia comprar uma série de coisas, camas, ventiladores, máscaras que, tudo coisas que, antes, dizia que não eram precisas, estava tudo exemplarmente abastecido. Até o Bloco de Esquerda, força preponderante do socialismo-nacional, disse que análises se impunham, desde que fossem das boas, isto é, que não fossem feitas por privados. Entretanto, o governo anunciou que tinha pensado criar hospitais de primeira linha. A seguir começou a dizer que tinha continuado a pensar e que todos os hospitais passavam a estar à disposição. Há coisa de três ou quatro dias, a opinião pública concluiu que era preciso fechar a fronteira, já que os espanhóis estavam infectadíssimos. Daí, o governo continuou a pensar e, quando já for tarde, como em tudo, fechará as fronteiras. Estas decisões têm que ser pensadas, não é? As duas pobres marretas, no camarote do governo, continuam a comunicar pensamentos e, segundo dizem, até é possível que se venha a tomar, um dia, decisões tão drásticas quanto aquela, que parece estar a ser pensada.

Podemos assim estar descansados, cada vez mais descansados. Há que confiar nos pensamentos do governo.

 

15.3.20



3 respostas a “O GOVERNO ESTÁ A PENSAR”

  1. Um governo pensador, sem dúvida! Limita o acesso de pessoas ao interior dos supermercados e farmácias mas as filas de pessoas bem juntinhas umas às outras que se formam à entrada destes estabelecimentos aparentemente já não têm problema nenhum. Mas esta dos transportes da Carris passarem a ser gratuitos (ou de validação facultativa – que expressão curiosa!) para proteger o motorista também não deixa de ser de se lhe tirar o chapéu. A baixa de preços que aumentou os utentes destes transportes fica assim em segundo lugar no pódio dos melhores chamarizes passando a gratuitidade directamente para o primeiro lugar e é agora o melhor convite que podiam fazer ao uso de transportes públicos! Qual será o resultado prático? Protecção do motorista ou ainda maior aumento de utentes, maior aumento de contágio? Giro era se a tal medida de um cliente por cada 25 m2 que se aplica a estabelecimentos comerciais se aplicasse também aos transportes públicos mas desconfio que aqui o limite de pessoas ainda mais bem juntinhas umas das outras esteja mais próximo das 100 pessoas à semelhança dos chamados “eventos” o que até tem lógica dado que ir trabalhar de transporte público já é por si próprio um evento, por sinal bastante memorável e que fica connosco para o resto do dia! Sim, o governo é pensador, sim senhor pois evita uma eventual greve dos motoristas por se sentirem desprotegidos do contágio… pena é que boa parte dos utentes dos transportes públicos não possam fazer greve ao acto de serem transportados já que isso significaria não irem trabalhar, o patrão ficar aborrecido e ainda o ordenado ao fim do mês diminuir pelas faltas dadas, Eu, por mim, aconselharia a que todos os utentes que possam que deixem imediatamente de lado tais transportes que mais não são do que locais de contágio perfeitos e passem a usar o seu carrinho para irem trabalhar. O pior que pode acontecer é os parques ficarem completamente lotados e não haver estacionamento que chegue para todos mesmo com estacionamento em segundas filas (enquanto os donos estão a trabalhar, claro está) o que deixaria a cidade entupida numa permanente hora de ponta. Sendo Inverno, é este um mero pormenor perante a garantia de já não serem contagiados durante uma das muitas viagens usualmente feitas em pé com as pessoas a respirarem, tossirem e espirrarem umas para cima das outras e de nem levarem esse contágio para suas casas contagiando as suas famílias. Por outro lado, nenhuma polícia e nem a toda poderosa Emel teriam agentes suficientes para multar toda esta nova enchente de centenas de milhares de carros com condutores nada dispostos a pagar estacionamento. Não dizem que estamos a viver uma situação de excepção, de emergência, devido ao perigo de contágio? Pois então, nada de transportes públicos, todos a levarem o carrinho até à porta da empresa e… nada de pagar estacionamento! As melhores medidas do momento seriam:- acabar com esses locais de contágio chamados transportes públicos! Demasiado radical? Deixá-los então para uso apenas daqueles que, navegando por toda a burocracia, conseguissem comprovar não ter transporte próprio. Isto sim, é que era de Homem! Ou melhor dizendo, de Governante (com “G” maiúsculo)! – todos usarmos os nossos próprios veículos! Cuidado ciclistas que mal sabem onde ficam os pedais pois bicicletas nas estradas seriam ainda mais perigosas com tanto carro. Bicicletas só nos passeios que os peões, de qualquer modo, já seriam raça em extinção. – a Emel deixar de cobrar estacionamento! Que melhor medida haveria do que esta para prevenir o contágio entre o comum trabalhador? Seria a maior felicidade poder deslocar-se sem o risco de ser contagiado num transporte público e ainda saber que não levaria um rombo no ordenado só no pagamento de estacionamento. – regulamentar a distância a que podemos estar uns dos outros, por exemplo, nas filas junto às entradas dos estabelecimentos comerciais ou outros! Um metro chegaria? Pessoalmente recomendaria uma bengala como medida aproximada de um metro e quando alguém se aproximasse a menos de uma bengala de distância bastaria agitá-la um pouco e dizer “Chegue-se para lá, vá! Afaste-se.” O pior seria se o outro fizesse o mesmo… “Afaste-se você!”

  2. (continuação…)- andarmos obrigatoriamente todos de lenço na cara! De preferência bem lavadinho e desinfectado e ainda não usado para os habituais desentupimentos. Perdão, lenços não. Máscaras! Se ainda as houver à venda… – andarmos todos com luvas de látex, não nos bolsos ou nas carteiras mas nas mãos mesmo! As tais de usar e deitar fora. Sim, porque isto de tocar em superfícies duvidosas como o saco do pão de forma que estamos a comprar já não é como antigamente! Este vírus, ao que parece, sobrevive 7 dias ou 9 (ou coisa assim parecida) nas superfícies. Não, também não se pode tocar com estas luvas na cara! – todos nós cortarmos o cabelo bem rentinho já que tanto fio de cabelo juntinho torna-se um excelente filtro para tudo o que é poluição, vírus incluídos! Ora digam lá todos: “Eu, (nome), hoje, neste preciso momento, não tocarei na cara… nem no cabelo!”. Ou no cabelo e depois na cara. – andaremos então de casaco com capuz (para evitar a dita filtragem feita pelo cabelo) mais máscara (ou lenço, limpinho). – mandar os turistas embora! Esses malvados cheios de estranhas roupas, estranhos comportamentos e estranhos costumes certamente tudo causado por estranhos vírus. – equipar a polícia com drones dotados de megafones e câmaras com reconhecimento facial para afugentar as pessoas das ruas! Que excelente medida anti-criminalidade, claro que também paga o justo pelo pecador! Por outro lado sempre tem o benefício de pôr a extrema esquerda a salivar com tal medida: DERRUBE (temporário) da perversa democracia!!! – preencher um papelinho sob compromisso de honra de que só vamos ali à padaria da esquina comprar um pãozinho para não passarmos fome (enquanto fazemos figas para que a farinha não tenha acabado)! Se o drone nos começar a rondar a cabeça é só mostrarmos o papelinho para a câmara! – fechar as cidades! Finalmente ficariam estas só para os moradores, aleluia! E claro, para as ervas daninhas a crescerem nos passeios… – começarmos a policiar-nos uns aos outros! A polícia não chega a todo o lado nem em tempos pacíficos e nem com drones à mistura e, afinal, esta sempre foi a melhor maneira de controlar as populações! O medo do vizinho sempre foi dos medos mais eficazes… “Fulano tal do 5.º Drt. saiu à rua. Deve estar a querer contagiar todo o prédio… maldito seja, não perde pela demora!” Reflectindo muito profundamente no assunto, se calhar até seria adequado fazer tudo isto sempre que o vírus da gripe sazonal começasse também ele a dar os seus mortíferos sinais! Salvar-se-iam certamente imensas vidas por esse mundo fora não fosse o facto de também nos vírus haver os que merecem toda a atenção e haver os bastardos! Brincadeiras à parte, certo, certinho é que para o próximo vírus já teremos a lição bem estudada e aprendida. Nós cidadãos e autoridades. Nós que ou desiludidos deixamos de acatar o que estas autoridades nos mandam fazer ou ao primeiro sinal de um novo vírus e por nossa própria iniciativa esvaziaremos supermercados e farmácias e trancar-nos-emos voluntariamente em nossas casas. (Sortudos daqueles que têm quintais e ainda poderão apanhar um pouco de sol em segurança!) E autoridades que com a actual experiência já saberão no futuro até onde poderão esticar a corda em segurança, sem partir, sem receio de qualquer levantamento popular! Poderão até esticar um pouco mais, sempre um pouco mais.

  3. (continuação…) Eu, tenho cá para mim que o melhor mesmo, mesmo, mesmo, seria apostar na prevenção. Não nesta alegada prevenção que já não é prevenção nenhuma mas apenas remendos. O que me refiro é a prevenção no verdadeiro sentido da palavra! Prevenir os vírus na sua origem, impedir logo na origem que infectem humanos. Por exemplo, nos países em desenvolvimento, com paciência e adequação ao modo de vida das várias populações, fazer todos os possíveis por mudar a mentalidade das pessoas educando-as para melhores costumes com lógica e bom senso e ensinando-as a aproveitar de outros modos os recursos que têm disponíveis de modo a: – acabar com aquilo a que nós ocidentais chamamos de medicinas alternativas nomeadamente a “medicina chinesa” que usa partes dos mais diversos animais selvagens para as mais milagrosas curas mas de eficácia ao mesmo nível da homeopatia (beber água).- proibir a posse como animais de estimação de animais selvagens capturados ilegalmente nas florestas. Incutir nas pessoas que tal comportamento não é aceitável.- igualmente acabar com o consumo para alimentação de animais selvagens caçados ilegalmente nas florestas.- permitir a posse de animais de estimação unicamente de espécies autorizadas com a obrigatoriedade de acompanhamento periódico por parte de veterinários qualificados.- sem esquecer a nefasta proximidade que tantas pessoas têm para com os seus animais de criação, nomeadamente porcos e galinhas que são criados sem qualquer tipo de controlo sanitário. Apenas alguns exemplos do tanto que poderia ser feito como prevenção na origem.

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