Com grande orgulho socialista, dona Marta veio anunciar aos infelizes que conta com um aumento de 800 milhões no orçamento da saúde. Contas feitas, não chega para pagar as dívidas acumuladas. E se o Centeno fizer umas cativaçõezinhas (a sua especialidade) é de temer que as coisas piorem em 2020.
Vai ser um fartote o número de admissões de pessoal no SNS. Dona Marta diz que serão 8426 novos funcionários públicos, médicos, enfermeiros “assistentes operacionais”, entre outros. Mas não sabe a certo quantos no total nem quantos de cada categoria. Donde se conclui que o número exacto de todos e de cada uns é pura aldrabice. A criatura podia dizer que serão “cerca de xis”, mas não, é tão exacta, tão precisa, que atira com 8426, sem fazer a menor ideia do que está a dizer, nem quantos são para reforço dos serviços e quantos para colmatar o monumental buraco das 35 horas. O que se sabe é que os hospitais só podem contratar substituições, se precisarem de reforços têm que ir ao Centeno.
190 milhões para “investimento”, é a paragona. Para quê? Para tudo e para nada, já que a dona Marta ainda não pensou no assunto. Como não sabe para que quer o dinheiro, tanto podem ser 190 como 324, ou 5, ou nada. É um número como outro qualquer. O Centeno tratará do assunto, abertas que ficam as portas para as cativações que forem necessárias.
Enfim, duas coisa ficam garantidas:
A gestão pública dos hospitais continuará nas mãos incompetentes do governo. Gestão privada, por boa que seja, está fora dos parâmetros do socialismo nacional: por má que seja, a pública será sempre boa.
A bagunça vai continuar e ficar ainda mais cara.
12.12.19

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