IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SAÚDE PARA O POVO

Com grande orgulho socialista, dona Marta veio anunciar aos infelizes que conta com um aumento de 800 milhões no orçamento da saúde. Contas feitas, não chega para pagar as dívidas acumuladas.  E se o Centeno fizer umas cativaçõezinhas (a sua especialidade) é de temer que as coisas piorem em 2020.

Vai ser um fartote o número de admissões de pessoal no SNS. Dona Marta diz que serão 8426 novos funcionários públicos, médicos, enfermeiros “assistentes operacionais”, entre outros. Mas não sabe a certo quantos no total nem quantos de cada categoria. Donde se conclui que o número exacto de todos e de cada uns é pura aldrabice. A criatura podia dizer que serão “cerca de xis”, mas não, é tão exacta, tão precisa, que atira com 8426, sem fazer a menor ideia do que está a dizer, nem quantos são para reforço dos serviços e quantos para colmatar o monumental buraco das 35 horas. O que se sabe é que os hospitais só podem contratar substituições, se precisarem de reforços têm que ir ao Centeno.  

190 milhões para “investimento”, é a paragona. Para quê? Para tudo e para nada, já que a dona Marta ainda não pensou no assunto. Como não sabe para que quer o dinheiro, tanto podem ser 190 como 324, ou 5, ou nada. É um número como outro qualquer. O Centeno tratará do assunto, abertas que ficam as portas para as cativações que forem necessárias.

Enfim, duas coisa ficam garantidas:

A gestão pública dos hospitais continuará nas mãos incompetentes do governo. Gestão privada, por boa que seja, está fora dos parâmetros do socialismo nacional: por má que seja, a pública será sempre boa.

A bagunça vai continuar e ficar ainda mais cara.

 

12.12.19



4 respostas a “SAÚDE PARA O POVO”

  1. Tem razão, Irritado, mas a ver se a gente se entende. O que está a dizer é que: 1) O Estado devia investir mais na saúde? 2) As cativações são más, ou seja, é mau limitar o dinheiro gasto na saúde? 3) Devia contratar mais meios humanos, ou seja, mais funcionários públicos? É só para recordar no próximo governo laranja.

    1. Enquanto não se perceber que o importante é o tratamento dos doentes, independentemente de quem presta o serviço, não se passará da cepa torta.

  2. Ha uma conta que eu nunca vi ninguém fazer: reduzir o horário de trabalho de 5 horas por semana equivale a aumentar as férias dos beneficiados em cerca de um mês e meio ( menos uma hora de trabalho por dia durante cerca 225 dias úteis trabalhados por cada funcionário público por ano ). Os funcionários públicos que tinham um mês de férias passaram a ter mais um mês e meio diluído ao longo de um ano. Quem acreditava que essa medida não iria ter custos, nunca fez analise de custos de prestações de serviços. Se os funcionários não prestassem serviços equivalentes a 8h/dia, não faria qualquer diferença passar para 7h/dia. Caso contrário há que contratar quem faça as 225 horas de trabalho/funcionario/ano que foram desactivadas ou pagar essa diferença em trabalho extraordinário.Preocupa-me pensar que no Estado não se conheça o custo médio horário de um funcionário público porque seria fácil orçamentar o custo que a redução do horário de trabalho iria implicar anualmente. Ou então conhece-se e pensa-se, infelizmente com razão, que com uma propaganda adequada tudo passa.

    1. Já tenho visto por aí essa conta feita. Mas que interessa, a demagogia é “soberana”, e há quem a pague.

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