Quando foi anunciado o novo monstro governativo, alguém, que comigo olhava atónito para a televisão, disse: sinto-me no Burkina Fasso, isto é de um ridículo que só julgaria possível num país dos confins do terceiro mundo.
Carradas de razão. Cinquenta secretários de estado, com competências sobrepostas, inventadas, ou até conflituais, é coisa capaz de pôr de rastos qualquer adminstração pública. Costa deve ter contado os mais fiéis e arranjado uma competência qualquer, existente ou inventada, para cada um. Como, nos altos cargos da administração pública, ainda há, vindo dos tempos de Passos Coelho, algum critério de de selecção, a solução para ultrapassar escrutínios, coisa chata, foi transformar os clientes em membros do governo, uma espécie de directores gerais, mas mais bem pagos, e sem concurso.
A escolha, como disse o Presidente da República tirando os burrinhos da chuva, é da exclusiva escolha do primeiro-ministro.
Pois é. A desestruturação do Estado, ou do que dele resta a funcionar, continua, esquerdista e duvidosa.
24.10.19

Deixe um comentário