IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INOVAÇÃO

Uma pequena curiosidade sobre a história dos serviços mínimos. Ontem, gloriosamente, um ministro qualquer disse que os serviços mínimos seriam assegurados por motoristas da guarda republicana.

Ou seja: os motroristas propriamente ditos borrifam no governo, nos serviços mínimos, no alegado “respeito pela legalidade”. O governo manda avançar a guarda, e declara mais um retumbante triunfo: um novo conceito de serviços mínimos genialmente criado pela geringonça.

Uma dica para um bom negócio: pegue na carrinha, vá a Badajoz. Leve umas latas. Volte com elas cheias, monte uma banca no Martim Moniz e fará fortuna.

 

17.4.19



Uma resposta a “INOVAÇÃO”

  1. Sabe, Irritado, estas greves – de camionistas, estivadores, homens do lixo – têm um condão: só assim percebemos como estamos dependentes, muito mais do que pensamos, de desconhecidos em que ninguém pensa, mas sem os quais nada funciona. Li que estes motoristas têm um salário base de 630 euros. Com mais uns subsídios e ajudas de custo, os mais antigos podem chegar aos 1400 euros. É um mau salário? Não em Portugal. Mas também não é muito bom, sobretudo para as horas que fazem e com uma base tão pequena. Ao contrário dos estivadores ou dos maquinistas, não falam de barriga cheia. E sabem que muita coisa depende deles, o suficiente para parar o país, e que apanham a Gerimbosta de calças na mão. Em vésperas de eleições, o Bosta até lhes dá a mãe, um barco e umas férias nas Caraíbas. Às vezes, imagino como seria se mais gente – gente com trabalhos a sério – parasse e dissesse basta: basta de pulhíticos e banqueiros e gestores e assessores e consultores e comentadores e outros mamadores. Basta de uns poucos chulos a mamar milhares, milhões, muito mais que os outros, que a população que lhes de dá comer e beber, que os veste e calça, que os trata, que os transporta, que produz e mantém tudo o que eles consomem. Basta de desigualdade gritante, de chulice militante, desta farsa pseudo-democrática que só enche alguns. Tudo parava até que algo mudasse. Infelizmente, isso nunca acontece. Cada classe, cada corporação só olha ao seu umbigo. Atiram-lhe umas migalhas, calam-se logo. E os mamadores vão mamando e rindo. Há séculos que riem.

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