Toda a gente sabe que a nova lei de bases da saúde, como muitas outras leis de bases, ou não vai servir para nada, ou vai pôr tudo ainda pior. Adiante. O que se passa é que, enquanto a saúde pública se afunda a velocidade acelerada, nada melhor que entreter o pagode com um bom espantalho.
A poderosa esquerda tem um só objectivo que tem tanto a ver com saúde como os joelhos com as calças: acabar com o que funciona e é viável, e privilegiar o que não funciona e está arruinado. É simples, prático, e consola o ego da comunagem, PS incluído via loirinha oxigenada da “saúde”.
Parece que o senhor de Belém está a fancos. Num estrebucho de bom senso resolve meter a colherada e dizer que quer consensos, isto é, que quer que a direita seja ouvida, a fim de que a desgraça não seja tão grande como é de temer. Muito bem.
A seguir, ouve-se, pela vozinha de uma tal Jamila (será berbere?), o PS a pronunciar-se oficialmente sobre o assunto, com esta espantosa e inteligentíssima interpretação: o que o senhor de Belém disse destina-se a pôr o PSD nos varais. Por outras palavras, que o PSD consensualize, aceitando o que a esquerdalhada quiser.
Eis como se vira o bico ao prego, como se é desonesto, como se abusa das pessoas.
31.1.19

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