IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


E AGORA?

 

O vencedor das últimas eleições legislativas tinha, em programa eleitoral, prometido uma “recuperação de rendimenos” faseada e de acordo com a evolução da produtividade e da economia, estando esta, como a generalidade dos indicadores, no bom caminho.

Sabe-se como o poder político foi usurpado, de forma tão legal quanto imoral, pelo candidato vencido. As promessas do vencedor não viram a luz do dia.

Passados três anos da súbita, brutal e propagandística “devolução de rendimentos”, os respectivos letais efeitos começam a manifestar-se. “Não há dinheiro”, é a resposta do chefe da geringonça às exigências dos bandos de privilegiados que, na compra de eleitores, criou. Sabe-se à custa de quê: do SNS, da Educação, da defesa, da protecção civil, do investimento, etc., etc.. Apesar dos tempos de vacas menos magras que o turismo e as exportações proporcinaram, o dinheiro acabou-se na mesma, isto sem que qualquer reforma digna desse nome tivesse tido lugar.

Entretanto, o sistema foi capturado pelas hordas reivindicativas do costume. Têm elas uma certa razão, já que lhes foram feitas promessas sem sentido nem cobertura financeira. O governo não tem palavra, nem pode ter, só propaganda. Nesta altura, acabou por, finalmente, ter que lhes comunicar o que o bom senso há muito vinha anunciando: “não há dinheiro”.

É claro que o funanbulismo bacoco do chamado primeiro-ministro vai arranjar uma série de catracas orçamentais para dar de beber aos seus sequiosos parceiros, adiando as coisas para 2019, ou seja, empurrando a girândola final com a barriga.

Mas, mesmo sem dinheiro, a farra continua. Dois exemplos:

  1. Segundo o governo, só nos primeiros seis meses de 2018, analisados que foram 70% dos organismos públicos, progrediram na carreira 344 mil funcionários, aos quais a “mudança de letra” está já a ser paga. Extrapolando estes números teremos, durante o ano, cerca de um milhão de “progredidos”. E, atenção, o estudo não contou com as autarquias! Nada tenho contra a progressão de cada um, mas pergunto de onde virá o dinheirinho, certo de que não vem, nem da produtividade, nem da economia, nem do céu.
  2. Segundo a Exmª Senhora dona Fátima Fonseca, que parece tratar destes assuntos, no sector empresarial do Estado já foi contemplada com progressãos a módica percentagem de 60% dos respectivos funcionários, o que, nas contas da mesma Senhora, soma 66 mil. Aqui, falta ainda contemplar uns 44 mil.Continuo a achar bem e a fazer a mesma pergunta.

Por estas e por outras (despesas não suportáveis) é que a dívida não pára de aumentar e que o triste governo diz que “o dinheiro não dá para tudo”. Enquanto deu, foi um festim. E agora?

 

24.7.18



10 respostas a “E AGORA?”

  1. Mas também é bom saber que;palabra dada… palabra onrada O xerife da geringonça nunca enganou ninguém … excepto os papalvos do costume e os acostumados clientes da manjedoura…. só que a vaca leiteira está a mirrarmirrou nos tempos do mário das cantigas, mirrou nos tempos do quarente e quatro, mirra agora no tempo do encosta

    1. Outro “acólito envergonhado” do sr antónio marcadamente com défices cognitivos!!!

      1. A vaca leiteira não está a mirrar? Dê uma opinião e uma ideia fundamentada ou o disco está partido?

        1. Caro “Anónimo 26.07.2018 10:53”, grato por “reconhecer” da razão que me assistiu quando (quiçá, em pré-conceito) afirmei “…marcadamente com défices cognitivos”.Isto porque continua a laborar em feroz erro: sou militante do PSD – apoiante de Rui Rio.

          1. Eu não apoio ninguém porque não vejo ninguém que apresente um plano estratégico de verdadeira e profunda mudança, livre dos lobbies instalados. Governar é, inevitavelmente, desagradar. Com 6milhoes de votantes dependentes do estado, nenhum político se apresenta à altura do desafio.

          2. Acrescento: essa dos « défices cognitivos » é mal engendrado porque quem não tem a sua opinião está certamente convencido de que os défices cognitivos devem ser seus. Há outras maneiras mais certeiras de apontar enganos dos outros: apresente argumentos.

          3. Caro “Anónimo 26.07.2018 15:59” que acrescenta algo ao anónimo imediatamente anterior, quem afirma, sob a capa de questão, que “A vaca leiteira não está a mirrar? Dê uma opinião e uma ideia fundamentada ou o disco está partido?”, aliado à vociferação reiterada de parvoíces e similares, só pode ser intelectualmente um débil. Daí, referir os défices cognitivos que, certamente, é portador. Aliás, digo mais, o sr (ou sra) não se enganou: é assim mesmo.Passe bem.

          4. Ha limites que não fica bem ultrapassar.

          5. Pelo contrário, há limites que fica bem ultrapassar: os da imbecilidade.

    2. Caro “Anónimo 24.07.2018 18:26”, a “ressaca” não desculpa tudo!!!

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