IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA CONSAGRAÇÃO DO ABUSO

 

Não há quem não tenha experimentado as monumentais chatices que nos trazem os operadores de cabo com a história da “fidelização”.

Aceitar-se-ia que tal gente oferecesse uma hipótese mais cara, sem fidelização, ou mais barata, com ela. Não. Você, ou se casa com essa gente por dois anos, ou está feito ao bife. Tem que pagar, e não pouco, se mudar de casa ou se não gostar do serviço prestado. Durante meses andarão atrás de si com as mais rebuscada ameaças, depois passam à fase “judicial”, isto é, há uns advogados avençados que passam a titulares da perseguição. Para evitar mais chatices, você acaba por pagar, que é o que eles querem e que os “reguladores” apoiam.

Há pior. Uns tempos antes de acabar a fidelização, telefona uma menina a oferecer mais canais pelo mesmo preço, ou uns descontos na factura mensal ou outra porcaria qualquer. Você aceita, julgando que se trata de uma benesse. Mas o que você está a “aceitar” é um novo contrato, com mais dois anos da maldita fidelização. Aplicaram-lhe a pastilha à meia volta.

É comum ler-se por aí notícias de muita gentinha que se queixa amargamente do sistema. Tem-se dito que as “autoridades”, os “reguladores”, ou lá o que é, andam em cima da jogada e que os seus “direitos” virão a ser protegidos. Diz-se também que os chatos que têm pachorra e dinheiro contratam advogados e que os tribunais, uns anos depois, costumam atender às queixas. Mas você não está para chatices ou despesas com advogados e tribunais. Paga e não bufa.

Hoje, finalmente, vejo uma notícia no jornal sobre a tenebrosa fidelização. Uma distinta autoridade ter-se-á, finalmente, debruçado sobre o assunto! Vã esperança. O que a tal coisa fez foi obrigar as empresas a declarar na factura quantos meses faltam para acabar a tramoia.

Por outras palavras, ficou a coisa aceite, legitimada, definitivamente legalizada. É a consagração do abuso. Bonito!

Perguntar-se-á por alma de quem têm estes tipos do cabo o direito de obrigar cada um a ser-lhes fiel. Se você quiser acabar com qualquer contrato do género, água, gás, electricidade, acaba. Mas, se se quiser ver livre de algum fornecedor de TV, tem que alargar os cordões à bolsa, sob pena de perseguição.

A pergunta que o indígena coloca é esta: para que serve a “autoridade”? Se for eu a responder, direi: serve para o mesmo que a esmagadora maioria dos “reguladores”, das “entidades”, dos “altos comissariados”, quer dizer, não serve para nada que não seja dar dinheiro a ganhar a uns manjericos que, como é o caso, para mostrar que existem bolsam umas burocracias idiotas.

 

6.6.18



9 respostas a “DA CONSAGRAÇÃO DO ABUSO”

  1. Ihihih!!! Conversa da treta?Sr António, não foi deputado? Não foi “legislador”?

  2. Avatar de cidadão urbano
    cidadão urbano

    Se todos os clientes fossem como eu as operadoras de telecomunicações nunca precisariam de fidelizações já que só mudo de operadora mesmo em último, último, último caso quando já estou no límite da paciência pois quase tão incómodo como chegar a este límite é ter de fazer novo contrato com outra operadora. Só a ideia de ter de agendar nova instalação (que pouco já têm de novas), ter de esperar pelos técnicos que só com muita sorte chegam no dia acordado e com muita, muita sorte com menos de duas ou três horas de atraso e depois, mesmo que tudo corra bem com a instalação (aléluia!), só de pensar nas várias horas perdidas em não só ter sintonizar novamente todos os canais analógicos e ainda os digitais em várias televisões como ainda ter de os ordenar corretamente (este corretamente sendo de acordo com os meus critérios e preferências pois a alternativa é ter de gramar com a ordenação de canais feita pela operadora segundo os interesses da operadora), só de pensar nisto tudo… se todos fossem como eu que necessidade haveria das operadoras de telecomunicações terem fidelizações? E, cá para mim, até serão mais os clientes que são mais parecidos comigo do que aqueles que não o são. Actualmente, antes de acabarem os dois anos de fidelização telefonam para casa para ver se nos agarram por mais dois anos mas antigamente nem sequer telefonavam e o cliente com mais de dois anos simplesmente ficava a pagar mais, bastante mais. Os que davam conta ou se punham a mexer e ameaçavam com a rescisão (por vezes, por falta de alternativa e se tivessem mais manha até voltavam a fazer novo contrato com a mesma operadora mas em nome de outro familiar) ou ficavam a pagar 15 ou 20 euros a mais. Se ao Irritado telefonou uma menina a oferecer mais canais pelo mesmo preço então já está cheio de sorte… a mim, na última refidelização, não me ofereceram nenhum novo canal que não estivesse afinal já disponível para todos os clientes e ainda me aumentaram o preço em 4 euros e mais algumas dezenas de cêntimos sem que com isso ficasse melhor servido. A única verdade que creio existir neste assunto é estas fidelizações só existirem porque os serviços prestados estão cheios de problemas (por onde andarão todas essas entidades regulatórias?) e não há quem, mais tarde ou mais cedo,não seja afectado. Com sorte (mais uma vez a sorte) os clientes apenas não conseguirão ver as suas gravações em “hora de ponta” principalmente aos fins de semana, com azar muitos outros problemas poderão haver que vão testando a paciência de cada um mas cujas alternativas se vêem limitadas por causa da… fidelização, o tal “ou comes e calas ou pagas e vais embora”. À custa deste palavreado todo (mais desabafo que outra coisa) e do tempo que já demorei a escrevê-lo estou agora mais ou menos a lembrar-me de algo: não houve por aí um certo herdeiro de uma grande fortuna com interesses nas telecomunicações a opor-se ferozmente à entrada da Altice no mercado português?

    1. o cidadão urbano é escialista em tretas?

      1. Avatar de cidadão urbano
        cidadão urbano

        Não o somos todos, caro “Anónimo agora das 13:46”?

          1. Avatar de cidadão urbano
            cidadão urbano

            Bem se vê, meu caro! Bem se vê!Vossa excelência é mesmo um especialista!!! Tiro-lhe o chapéu.

          2. Tem toda a razão. Trato com especial urbanidade os outros. Ao contrário do que expele, não insulto só porque têm opinião diferente.

          3. Avatar de cidadão urbano
            cidadão urbano

            A sua urbanidade é sem dúvida muito especial! Tenta-se ter boa disposição desvalorizando as suas insistentes provocações ao longo das semanas e tomá-las de bom humor mas o caro “Anónimo” é mesmo, reitero, um especialista. Como diz e muito bem não insulta só porque (outros) têm opinião diferente, insulta também porque sim, porque não e para se precaver e não lhe fujam oportunidades insulta também porque talvez. Enfim, tenho a agradecer-lhe por me lembrar que não vale a pena fazer um pequeno esforço que seja para conversar com “Anónimos sejam de que horas forem”. Erro meu, burrice minha… V. Exa. não está aqui para conversar. Lição aprendida.

          4. Uma questão: está “flipado”?

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