A esquerda vanguardista, oportunista e sem escrúpulos do BE mais uma vez arrastou o cadáver do PS democrático para uma jornada “fracturante”. Ao contrário das previsões do IRRITADO, com a ajuda do PC, a coisa não passou. Parece que o PC, das catacumbas das suas convicções antiliberais – eles acham que a eutanásia é uma manobra “liberal”! – veio em socorro do pobre CDS e do infeliz PSD. Neste, os deputados, em busca da dignidade perdida, aproveitaram a ocasião para dar um tabefe ao Riacho, e a coisa lá se compôs.
Uma jornada que, de questão de consciência, passou a pura política. O PS, tendência “civilizada” do BE, apanhou o comboio das esquerdoidas, do careca e do hediondo Pureza (pureza uma ova). Tinha de ser. O parvo do PAN espanejou-se um projectinho – isso de matar é mau para os touros mas óptimo para os doentes. A feiosa do inexistente PEV teve autorização para fazer um bonito. O CDS, sem surprezas, marcou posição. Santana Lopes ganhou no PSD. Boa notícia.
Com habitual respeito pelas pessoas e pelo sistema, a esquerda mais nojenta anunciou que, se não foi desta, vai na próxima. Cá estaremos para uma reprise. À falta de novas “fracturas”, repitam-se as antigas. O que é preciso é vir nos jornais. Na próxima, o Costa e o Rio remodelam o grupo parlamentar, escovam os suspeitos de “centrismo”, e é um vê se te avias.
O IRRITADO, desta vez, não acertou. Mas aqui deixa o prognóstico para a próxima legislatura: o direito de matar será instituído!
30.5.18
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